• Fernando Fontana

De Frente com Andy

Entrevista com Rodrigo Mazer


Ele desenha desde criança, influenciado pelo pai. Graduado em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas e Publicidade e Propaganda. Estudou HQ na Quanta Academia de Artes em 2013.

Artista Plástico, ilustrador, quadrinista, professor de desenho, pintura e história em quadrinhos.

Premiado em vários salões de artes plásticas como no "Mapa Cultural Paulista" e "Semana Portinari", participou de cinco edições da HQ "Cervo do Pantanal" da UNESP - Jaboticabal, fez ilustrações para a Revista "Mundo dos Super-heróis", participou do projeto "RPHQ" e da Revista "Culturando", além da HQ "Causos do Chico Lorota". Em 2017 lançou a Graphic Novel "Cyberpunk", com roteiro e arte de sua autoria.


Mazer é o entrevistado de hoje em "De Frente com Andy"

Andy: Rodrigo Mazer, aqui no seu portfólio está constando uma HQ com roteiro seu. Não seria só ilustração a sua parte?


Rodrigo: Por mais assustador que possa parecer, escrevo também. Fiz cursos e tenho estudado bastante sobre roteiro. Já tenho alguns roteiros escritos sobre historias de diversos estilos. Pode ser que algum deles acabe virando HQ. Mas minha gênese é de desenhista mesmo.

HQ Cyberpunk, Roteiro e Ilustrações de Rodrigo Mazer

Andy: Você copiou essa história de qual filme?


Rodrigo: Jamais. Tenho total consciência do que é ser plagiado por que isso já aconteceu comigo. Já copiaram algo que é meu e não é legal. Nem ético. Esse roteiro ficou na minha cabeça durante muito tempo, até que coloquei no papel. Como grande fã que sou do gênero de ficção, minha história tem citações, referencias e homenagens a diversos filmes, livros e HQs com essa temática. Mas a história é totalmente diferente de outras obras do gênero.

Andy: Se você fosse acusado de plágio pelos advogados do filme “BladeRunner”, você acredita que ganharia o processo?


Rodrigo: Com total certeza. Jamais fariam isso. Por que as diferenças são nítidas. A história e os personagens são absolutamente diferentes. Apenas o estilo Cyberpunk, cujo visual que foi cunhando pelo filme BladeRunner está na história. Esse visual se tornou uma marca desse subgênero. Quando se fala em Cyberpunk, o que vem a cabeça são as cidades futuristas caóticas, populosas, sujas, implantes cibernéticos, carros voadores, corporações etc.

Andy: Mas caso você fosse condenado, você acredita que teria condições de pagar o processo?


Rodrigo: De qual quantia estamos falando?

Página da HQ Cyberpunk

Andy: Tudo bem, mas é sempre bom estarmos precavidos para esse tipo de situação. Você já cometeu algum outro crime pelo qual você poderia ser processado ou até mesmo preso?


Rodrigo: Hum, acho que não. Procuro ser um cara bacana.

Andy: Seu advogado concorda com isso?


Rodrigo: Acredito que sim. Ou espero que sim. Ele sabe que sou bom moço.


Andy: Eu acredito que você está conduzindo essa entrevista para um rumo muito chato, vamos falar de coisa boa, você assistiu “La Casa de Papel” no Netflix?


Rodrigo: infelizmente, ainda não. É boa mesmo essa série? Acho que sou o único cara do planeta que ainda não viu. Ok. Julguem-me. Sei que é vergonhoso. Vou corrigir isso em breve. Prometo.

Andy: E aquele programa em que pessoas fazem leilão com depósitos abandonados. Tipo aquele depósito em que o Walter White guardava o dinheiro dele, mas são depósitos sem o dinheiro, o leiloeiro arrebenta o cadeado, o pessoal vê aquele entulho de caixas e dão lances para comprar todas aquelas tralhas. E depois eles ficam mostrando o que compraram para ver se ficaram no lucro ou não.

Programa "Quem dá Mais?" exibido no canal History

Rodrigo: Esse eu já assisti.


Andy: Eu acredito que a maioria desses depósitos são de pessoas que morreram. Você compraria os pertences de pessoas que morreram?

Rodrigo: Uai, sim. Se a pessoa esta morta, acho que não vão precisar mais dessas coisas. Vai? Hum. Acredito não teria mal algum. Teria? Caramba. Estou confuso. Kkkkkk.


Andy: Mas como você faria para saber que você não está comprando algo de alguém que morreu?


Rodrigo: Em algumas ocasiões, a ignorância é maravilhosa.

Em caso de Urgência Médica ligue 192

Andy: Mas, e se você está em um supermercado, e antes de você passar suas compras no caixa, o dono da empresa que fabrica um dos produtos que você está comprando morre. Enquanto você está passando suas coisas pelo caixa, e a informação da morte do dono da fábrica ainda não chegou no supermercado, você não estaria comprando coisas de uma pessoa morta?

Rodrigo: Hum....sim. Mas estaria ajudando a família, comprando produtos do falecido. Acho que seria algo bom. Hum...seria né?


Andy: E se fosse o dono do supermercado que tivesse morrido?


Rodrigo: Meus sentimentos a família. Mas acho que compraria do mesmo jeito.

Andy: E se fosse a caixa que tivesse morrido, enquanto você estivesse passando as mercadorias?


Rodrigo: Caramba? Isso ta ficando sinistro. Tipo morte súbita? Chamaria socorro!

Andy: E se ninguém tivesse percebido que a caixa do supermercado tivesse morrido antes que você pagasse a conta, você levaria as mercadorias embora sem avisar que a caixa morreu?


Rodrigo: Acho que não. Vai que esse caixa vem me assombrar depois. Melhor não correr esse risco.


Andy: Você faria isso porque você é honesto ou porque você tem medo de ser assombrado pelo fantasma da caixa do supermercado?

Ilustração para a HQ "O Triste Destino do Ultra-Homem", por Rodrigo Mazer.

Rodrigo: Acho que tanto faz; na verdade, que queria voltar para o assunto do plágio: O nosso amigo em comum, Fernando Fontana , criou um personagem pra sua HQ que se chama Ultra Homem. Seria plagio do personagem japonês Ultraman? Estou preocupado. O que acha?

Andy: Eu acho que, se o Ultra-Homem voar, é plágio; mas se ao invés de voar ele dá saltos muito distantes, aí é só homenagem. Mas se, além de dar saltos gigantes, ele também for japonês, aí volta a ser plágio.


Rodrigo: Vamos debater agora um futuro trabalho do nosso amigo Fernando, que fala da infidelidade de um alienígena. Imagine, se um alienígena se casar com uma humana e mais tarde ele trair a mulher, acha que ele pode alegar ignorância? Pode dizer que, no seu planeta dele, isso é permitido, que lá é possível ter outras mulheres, etc. Como provar que ele está mentindo?

Andy: Segundo meus amigos terra planistas, no caso de o alienígena ser um Grey ou um High-Elf, um detector de mentiras humanos funcionaria normalmente, contanto que a calibragem fosse feita a partir das respostas de controle de cada uma dessas raças. Porém, se fosse um Blonde ou um Reptiliano, aí não seria mentira, pois essas raças são chegadas numa trigamia marota. Você pode se instruir com essas e muitas outras informações sobre as verdades que não querem que você saiba sobre o universo no site https://wiki.tfes.org/ , do qual eu sou curador desde 2012.

Capa do livro ainda não lançado "Os Marcianos Também Traem", por Rodrigo Mazer

Rodrigo: Já assistiu “Arquivo X”? Série de muito sucesso do canal Fox nos anos 90 e 2000.


Andy: Sim.


Rodrigo: Acha que essa premissa foi baseada nessa série?

Andy: Levando-se em consideração de que nosso amigo Fernando Fontana nem se deu o trabalho de enviar para mim uma cópia deste trabalho, o que, aparentemente, coloca seus amigos como sendo uns mais amigos do que outros, eu acredito que é bem cópia da série, até lembro de um episódio que acontecia exatamente isso. Aliás, toda a obra “Deus, o Diabo, o Gláuber Rocha e os Super-Heróis no País da Corrupção” é um plagio de “The Boys”. Ele só aumentou o nome para ficar mais Cult.

Rodrigo: Nem sei que rumo essa entrevista esta tomando. Perguntas absurdas e um entrevistado que vira entrevistador. Tem algo errado. Melhor parar por aqui.


Andy: Obrigado pela participação, Rodrigo Mazer, esta foi uma excelente entrevista, o que prova que essa foi uma entrevista muito bem feita. E você, que comentou no Facebook “O que é isso?” na postagem sobre minha primeira entrevista, saiba que “isso”, é “Arte”, e “Arte”, só um “Artista” é capaz de fazer, ao contrário de uma pessoa que, o máximo de articulação que consegue, é postar “O que é isso?” no trabalho alheio.

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Andy é cantor, filósofo, atleta e repórter profissional, formado em jornalismo na Universidade de Princeton e com pós graduação em relações humanas em Stanford.


As opiniões de Andy são de sua inteira responsabilidade e não refletem necessariamente as opiniões deste blog.


Referências: https://theflatearthsociety.org/home/


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