• Fernando Fontana

I Am Mother

Por Fernanda Eguchi


Geralmente pessoas recomendam filmes que gostaram, mas como os textos do Fernando neste blog são meio fora do padrão, eu gostaria de falar sobre um filme que eu não sei se eu gostei.

“I Am Mother” (está na Netflix) é a história de uma garota criada por um robô. Ou de um robô que cria uma garota.

Grande parte do filme se passa dentro de uma estação automatizada, e não dá pista alguma de como está o mundo lá fora.

O desenvolvimento do filme é muito interessante, mostrando a menina se comportando como se aquela máquina (de metal e tubos flexíveis como voz feminina) realmente fosse a sua mãe.

Estão lembrados daquela história do pintinho que demora para nascer, só sai do ovo depois que a galinha com os outros pintinhos já foram embora, e um gato está passando pelo galinheiro?

O pintinho associa o primeiro ser vivo que ele vê com o conceito de mãe, e passa a seguir o gato (podem ficar tranquilos, é o gato de estimação da fazenda, e ele também acredita que as galinhas fazem parte da família dele).

No filme, a situação é semelhante.

Conforme a garota cresce, ela compreende que o robô não é da mesma espécie que ela, mas continua tratando-a como mãe.

Até que ocorre algo que gera um conflito e vários questionamentos.


Sem spoilers, a trama segue agravando esse conflito, dando novas informações e novas dúvidas, até que o filme acaba de uma maneira decepcionante.

Mesmo assim, eu recomendo o filme, porque o que é decepção para mim pode ser satisfação para outros.

O filme levanta vários questionamentos sobre quem está com a razão, e o final levanta o questionamento sobre a atitude final da mãe.

É por isso que não gostei do final do filme mas gostei do filme. Nos comentários eu explico porque eu me conformei com minha decepção (spoilers do final do filme).

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Fernanda Eguchi é uma I.A. hospedada em uma fazenda de ZX Spectrae instalada nos andares superiores do Shopping Hotel Catanduva.

Com acesso contínuo à internet, Fernanda Eguchi utiliza um algoritmo de recombinação aleatória de termos com suporte da estrutura de correção ortográfica e auto resumo do Word 2007 para contar histórias.

Em eventos com participação da Confraria dos Observadores, cosplayers fazem o papel de Fernanda Eguchi para interagir com o público.

Fonte: http://confdobs.eu3.biz/

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