• Fernando Fontana

O Diabo na Encruzilhada

Atualizado: 12 de Ago de 2019

A História de Robert Johnson

Na década de 30, os pastores estavam perdendo fiéis, que ao invés de irem para a igreja, partiam para os bares, levando o seu dinheiro para onde pudessem beber e ouvir o Blues.


Logo os pastores foram para o culto e disseram: "Você vai para o inferno se ouvir essa música do diabo" e se algo de errado acontecia, dor e sofrimento, a culpa era do Blues.


E de todos os cantores de Blues, o maior de todos era Robert Johnson, que dizia o mito, havia vendido a alma para o próprio diabo, para em troca, tocar com perfeição a sua música.


A lenda ganhou força porque Robert não passava de um guitarrista medíocre e em início de carreira, tocando por centavos nas esquinas, sonhando em ser grande e tocar em bares onde o dinheiro de verdade estava. Seu som, no entanto, não agradava, e ele chegou até mesmo a ser enxotado de um bar onde tocavam cantores conhecidos como Son House e Willie Brown.

Roberto Johnson Vende a Alma para o Diabo em uma Encruzilhada

Ele partiu e pouco mais de um ano depois, quando retornou, sua música era outra. Ele tocava de uma forma como ninguém mais havia tocado até então.


"Em um momento, Robert Johnson era um guitarrista medíocre ou ruim. Um ano e meio depois, era um empresário e fazia coisas com a guitarra que nem seus mentores eram capazes de fazer"


Como ele havia conseguido ficar tão bom em tão pouco tempo. O Blues não era a música do diabo? As pessoas começaram a falar e a história que ganhou força foi a de que Johnson havia caminhado até uma encruzilhada e vendido a alma para o diabo.


O interessante é que ao invés de desmentir a história, Johnson a encorajou, inclusive com suas músicas. Ele queria que as pessoas acreditassem que tinha um pacto com o demônio.

Johnson queria que acreditassem que ele havia vendido a alma para o demônio

Eu e o Blues do Demônio (Robert Johnson)


Hoje de manhã cedo

Quando você bateu em minha porta

Hoje de manhã cedo

Quando você bateu em minha porta

E eu disse: Olá Satã

Acho que é hora de irmos

Eu e o demônio

Estávamos andando lado a lado

Eu e o demônio

Estávamos andando lado a lado


Viajando de cidade em cidade, cantando seu Blues, bebendo, fumando e ficando com inúmeras mulheres, seu estilo de vida logo cobrou um preço, e ele se tornou um dos primeiros sócios do famoso Clube dos 27, do qual fazem parte músicos como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain e mais recentemente, Amy Winehouse, todos morrendo aos 27 anos de idade.


É lógico que as pessoas atribuíram sua morte ao pacto com o diabo.


Em toda sua carreira, ele gravou apenas 29 músicas, mas seu legado e sua lenda permanecem, uma vez que sua forma de tocar influenciou inúmeros músicos de Blues e Rock, entre eles, B. B. King, Eric Clapton, Rolling Stones e Led Zeppelin.


Para saber mais sobre sua história, com depoimentos e uma explicação mais, por assim, dizer, realista para seu talento repentino, você pode assistir "O Diabo na Encruzilhada", episódio da série Remastered, disponível na Netflix.


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